terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mouryou no Hako

Não gosto mtu de retrospectivas pessoais, apesar de gostar de ler a dos outros. Não sei porque, eu simplesmente penso sozinha sobre algumas coisas que marcaram e então não penso mais. Será que isso é uma maneira de evitar o meu choro? Eu também não sei mais dizer.

Mas apesar disso, eu gosto de reflexões. E é isso que vou fazer agora, por mais estranha que ela possa ser para o primeiro post do ano de 2010.

No inicio do ano passado, eu comecei a ver esse anime chamado Mouryou no Hako. Quando eu comecei a ver, me senti como o personagem principal, com uma grande inveja daquela pessoa. E então, pela arte muito linda, eu continuei a admirar essa serie, mesmo sem entender nada sobre ela. Eu fazia minhas pequenas reflexões pessoais sobre uma frase solta ou outra, uma vez que o anime todo em si pouco me dizia algo.

E então o tempo foi passando e passando, os episodios foram sendo lançados aos poucos, tão pouco que só consegui terminar de ver hoje, quando o anime acabou ano passado, a um bom tempo. Algumas coisas foram acontecendo, outras deixando de acontecer e assim o tempo passou. O que realmente importa é isso.

Como disse, hoje terminei de assistir e então novamente o caso daquela pessoa foi apresentado. O personagem principal diz que continua com uma terrivel nveja do que ele conseguiu. Por mais que, como um outro personagem disse, felicidade possa ser bem diferente daquelo que um determinado ser pensa que é. Antes mesmo de ficar com isso na cabeça, eu entendi que já não me sentia mais como o principal, já não conseguia ver mais aquela inveja de antes, mas sim uma profunda tristeza com relação aquela pessoa. Você está realmente feliz? E pensei, mas então essa frase de antes voltou para a minha cabeça e eu cheguei a conclusão: seja feliz na sua própria felicidade.

Ninguém tem o direito de achar que o outro é infeliz enquanto essa pessoa pode estar de fato feli. Felicidade é como a própria vida, algo muito relativo. Antes que não pensava dessa maneira, mas agora isso me parece muito simples. O que pode ter mudado em mim? Eu também fico pensando nisso, mas não consigo encontrar uma resposta que me agrade. Assim como também não me agrada ficar martelando muito a respeito. Prefiro que o próprio mundo me diga o que me fez mudar e que a resposta seja boa para que eu continue mudando de uma forma positiva. Por mais que eu saiba que tudo muda, não importa tempo ou lugar, ou mesmo a vontade da pessoa.

Quando eu olho para as fotos do meu painel de fotos, penso nisso. Como eu me odiava, como eu era detestavel, como eu era infeliz em determinados aspectos. As pessoas dizem que eu era feliz sim, que estou reclamando de barriga cheia. Pode ser, talvez elas realmente tenham razão. Mas o que é felicidade para elas? O que me importa é estar feliz com quem eu sou agora.

Se todos conseguissem se perdoar, além de perdoar uns aos outros, em que tipo de mundo seriamos capaz de viver?

1 comentários:

Serennity Katsuyami disse...

Eu também acho que felicidade é algo relativo. E não só varia de pessoa para pessoa, como de momentos da sua vida. O que você considerava felicidade à seis meses atrás, pode já não representar o mesmo agora.
Então, independente do que as pessoas possam te dizer, você deve sempre procurar a felicidade, o que ela é pra você nesse momento. ^_____^

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