Eu cheguei a conclusão de que qualquer um que olhe esse blog sem me conhecer de verdade vai achar que eu: 1- sou emo; 2- sou uma dessas mulheres que ficam correndo atrás de homens ou 3- sou emocionamente frágil >__>
Mas cada vez que eu penso em postar aqui, chego a simples conclusão de que não fiz esse blog pra falar de coisas felizes como o meu antigo (que por sinal está largado a mais de 5 anos), eu definitivamente criei ele pra desabafar. O fato de eu ficar pensando sobre isso (sobre o quanto eu pareço emo e as vezes até meio fraca postando aqui), é que eu realmente gostaria de falar coisas mais felizes, sobre como estou bem de vida (não que eu não esteja, só que a vida é simplesmente ela, logo, todos temos nossos problemas diarios), mas me bate uma preguiça medonha nessas horas. Um dia eu ainda crio coragem pra fazer isso...
Bom, pelo título acho que já da pra saber sobre o que eu vou falar, né? Futuro é uma coisa tão mágica de ficar pensando e ao mesmo tempo tão assustadora. Pra mim, chega a ser assustador pensar em pesar nele. Já falei que nos ultimos tempos tenho pensado demais no meu passado, hoje, resolvi pensar no meu futuro. Sim, porque eu não tenho feito muito isso desde o inicio do ano, quando eu estabeleci minhas metas e tentei segui-las da melhor maneira possivel. Me pergunto se inconscientemente eu estive evitando isso. Minhas metas continuam as mesmas, estudar, passar no vestibular e dar o fora da minha cidade. Quando digo dar o fora, não é como se realmente fosse assim, super fácil, diversos motivos me levaram a tomar essa decisão (Meus estudos superiores, minha família, saude...). Eu sei que vivo reclamando dessa cidade, mas eu vou sentir saudade dela, hoje mesmo eu tava pensando nisso. Eu sempre achei que essa cidade tinha me dado os piores problemas, um pessimo estilo de vida, uma condição de saude detestavel a cada ano que se passa, mas no fundo eu sei que vou sentir falta. Pq essa cidade me deu tb os melhores momentos da minha vida, meus melhores amigos, minhas maiores alegrias com coisas pequenas que apenas aqui eu poderia encontrar.
Hoje minhas duas primeiras aulas no colégio foram de literatura, eu a professora nos damos muito bem, só por curiosidade. Temos um conceito próprio e parecido sobre livros e sobre as coisas ao nosso redor, fico feliz de poder conversar com ela (apesar disos acontecer pouco). Quando ela tava passando o dever no quadro, do nada parou, virou pra turma e falou, mesmo sabendo que mta gente tava conversando, "falta menos de um mês pra metade do ano, logo vocês vão estar formados e vão seguir cada um o seu caminho". Na hora, eu, animadamente respondi com um "yaaay~", tão típico de mim mesma (Se eu não for animada, por mais que aqui eu seja quase emo, eu não vou estar sendo eu mesma), mas depois que a aula acabou, me bateu um sentimento de solidão. Eu virei pra trás, na aula de geografia, pra acompanhar o texto que a professora tava lendo com a Isabela. Eu fiquei olhando pra ela e depois olhei pro resto da turma. Talvez eu nunca mais veja grande parte daquelas pessoas, isso me deixa triste pq esse ano estamos passando tantos momentos bons juntos. Eu sei que nada é pra sempre, mas por um instante eu pensei o mesmo quando fico perto do Lucas: "Ah, eu queria tanto que esses dias continuassem por mais tempo, que ele passasse mais devagar pra aproveitarmos mais...". Falando no Lucas, pq o assunto sempre para nele no final das contas, quando bati meus olhos nele no final da sala nessa hora eu pensei "você vai sentir a minha falta...?". Eu acabei fazendo a mesma pergunta pra Isabela, mesmo já sabendo a resposta, tenho certeza que na hora isso foi um instinto meu pra poder ouvir o que queria, msm vindo de uma boca diferente. É engraçado ver em como tão pocuo tempo eu e ela começamos a nos dar tão bem, pq um tempo depois quando eu perguntei pra ela "será que as outras pessoas vão sentir a minha falta?" ela me respondeu "vc só vai saber se perguntar pra ele". E pelo resto daquele dia de aula, toda vez que eu fiquei olhando pro Lucas, senti uma vontade de perguntar de verdade pra ele se ele vai sentir a minha falta, pq eu sei que vou sentir mta a dele.
Nessa história de mudar de cidade, eu tenho certeza de algumas coisas: Nunca mais vou ver determinadas pessoas (algumas pessoas da minha sala, por diversos motivos que eu sei estar sendo realista e não dramatica), outras eu sei que vão continuar ao meu lado (Pq eu sei, por diversos motivos de tb estar sendo realista, que determinadas pessoas vão e isso é um fato), a vida que eu tenho agora vai mudar de uma maneira que nem eu sei o tamanho só sei que vai ser grande demais e que querendo ou não eu tenho que estar pronta pra isso, e por fim, que o Lucas foi a unica pessoa com quem desejei que o tempo parasse.
Faz um tempo, na aula de espanhol, acabamos fazendo dupla pra tradução de um testo. Isso pq nenhum dos dois pretendia de fato fazer, queriamos só ficar ouvindo Again (da YUI) até o final do dia, pq essa música é uma coisa que surpreendentemente nos une, mas no final das contas eu besta como sempre acabei resolvendo fazer o dever (de má vontade, mas fiz, detesto espanhol). Eu tava sentada na mesa e o Lucas na minha cadeira, cada um com um fone do meu mp3. Eu com o fichário na mão fazendo e ele olhando pro nada cantarolando. O resto da sala tava fazendo o dever, ou rindo, ou qualquer coisa, eu escutava um bando de barulho, mas não prestei atenção em mais nada, só em duas coisas: texto e música. Daí uma hora, pouco depois do Lucas me perguntar se eu queria ajuda e eu negar falando que tava tudo bem, eu parei e fiquei olhando pra ele. Não que ele tenha notado, pra variar só um pouco, ele não notou coisa alguma, na verdade, mas eu fiquei ali olhando ele e depois olhei pra janela, que nem ele tava olhando. Foi ai que eu pensei, pela primeira vez que eu queria que o tempo parasse ali. O Lucas é uma das pessoas na categoria "eu não sei o que vai ser", pode ser coisa de apaixonada, mas não sei o que vai continuar nos ligando depois da escola. Amizade? É, ainda vamos ser amigos, mas não vamos nos ver mais com tanta frequencia, daí eu fico me perguntando se vamos ter motivos pra isso, se as coisas vão continuar fluindo bem como tão agora. Acho que é por não saber o que vai acontecer que eu desejei que o tempo parasse. Eu não to disposta a perder ele, seja de qualquer jeito. Não é que eu seja dependente, é só que ele se tornou importante demais pra mim nesse meio tempo.
Existentem determinadas coisas que eu penso com base em outras determinadas coisas que eu passei que não comento com ninguém, a menos que eu esteja fora estourando e acabe soltando. Só duas pessoas conhecem esse meu lado, uma delas eu sei que me aceita dessa minha forma estranha e masoquista, pq acompanhou de perto tudo o que aconteceu e é por essa cumplicidade que temos que eu sei que ela nunca vai me deixar, assim como nunca vou sair do lado dela, a outra pessoa não está mais aqui comigo, mas continua influenciando minha vida de uma forma tão forte que eu diria que tudo o que sou hoje, devo a ele. Essas duas pessoas sabem dos meus medos e sabem como me confortar, mas sabem disso pq acompanharam tudo, desde o começo. O Lucas de uma forma misteriosa, não precisou estar do meu lado pra saber exatamente o que eu precisava ouvir. Isso me encata nele como pessoa. A forma como ele, do jeito desligado e tapado dele de ser, diz as coisas certas pra mim nos momentos certos. Algumas dessas falas até me fizeram ter forças pra continuar esse ano e passaram a significar mtu pra mim, msm que ele possa nem se quer lembrar mais disso.
No final das contas, eu acabei falando pks dele outra vez né? Era pra falar sobre meu futuro, mas acabou dando nisso, que coisa D: Eu acho que realmente do apaixonada, quem diria. Bom, vou refrescar a cabeça no cinema com uma das pessoas que eu falei que significam mtu pra mim <3
tchauzinho~
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[Entre o sonho e a realidade, nós estamos aqui]
sexta-feira, 29 de maio de 2009
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